Na Tribuna Livre, médico anestesiologista fala sobre fibromialgia

por Rachel Monteiro publicado 02/03/2026 18h20, última modificação 02/03/2026 18h19
Ricardo Graça Cotta participou do projeto Câmara Informa na reunião plenária dessa quinta-feira (26)
Na Tribuna Livre, médico anestesiologista fala sobre fibromialgia

Ricardo Graça Cotta no Câmara Informa da Tribuna Livre de 26/02/2026

Os vereadores receberam, na reunião plenária da última quinta-feira (26), o médico anestesiologista Ricardo Graça Cotta. Ele foi o convidado do projeto Câmara Informa da Tribuna Livre para falar a respeito da fibromialgia, em alusão ao Fevereiro Roxo, mês de conscientização sobre doenças crônicas. Ricardo, que compõe o corpo clínico do Hospital Arnaldo Gavazza, explicou sobre a doença, citou formas de diagnóstico e tratamento e ressaltou a importância do controle da doença para uma melhor qualidade de vida do paciente.

O médico destacou que a fibriomialgia, também conhecida como síndrome fibromiálgica, é caracterizada principalmente por ser uma dor músculoesquelética crônica: “são sempre patologias com mais de três meses, onde a gente considera já uma doença crônica”.

Relatou ainda que a doença é comumente associada à fadiga, à rigidez matinal, a queixas cognitivas e a distúrbios do humor e do sono. “É uma patologia que geralmente é acompanhada por depressão, ansiedade e dificuldade de concentração”.

Prevalência da doença

Ricardo também informou que a maior incidência da fibromialgia é em mulheres e em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. “Ela [doença] chega a 2,5% da população mundial e, no Brasil, de 3% a 4% dessa população. Geralmente acometendo muito mais mulheres que homens, em torno de oito a nove mulheres para cada homem. E uma faixa etária de 35 a 60 anos. Então, dificilmente o jovem vai ter a fibromialgia; e o idoso, se não apresenta essa doença, dificilmente na velhice vai começar a apresentar”.

Diagnóstico e tratamento

O médico explicou que o diagnóstico é 100% clínico. “É uma doença que não tem diagnóstico laboratorial e/ou radiológico. Não adianta a gente fazer exame, o que podemos fazer, eventualmente, é para descartar alguma outra patologia. Ela pode ser confundida com outras doenças, principalmente reumatológicas. [...] Na expertise do médico, baseado na história, no exame físico e na sintomatologia que esse paciente vai te apresentar. Então, não adianta fazer um Raio-x, uma ressonância, um exame de sangue, porque a gente não consegue fazer um diagnóstico dessa doença”.

Segundo Ricardo, apesar de a doença não ter cura, é possível que o paciente receba tratamento para controlar os sintomas. “Tem e deve ser feito [...] para que o paciente tenha uma qualidade de vida melhor. [...] É um tratamento multidisciplinar, então a gente depende do psicólogo, do nutricionista, do fisioterapeuta”.

Ele ainda explicou sobre a importância de o paciente ter bons hábitos alimentares; reduzir o tempo de uso de telas; praticar atividade física, principalmente exercícios aeróbicos; e ter acompanhamento psicológico.

Considerações

Ao final da apresentação, Ricardo agradeceu a oportunidade de falar sobre o assunto e se colocou à disposição para esclarecimentos. Os vereadores agradeceram a presença do médico, elogiaram suas explicações e tiraram dúvidas sobre a doença.

A vereadora Suellenn Fisioterapeuta (PV) lembrou que tramita na Câmara, de autoria dela e da vereadora Fernanda Bitenco (Agir), o Projeto de Lei Complementar do Legislativo (PLCL) nº 02/2026, que estende a prioridade de atendimento em estabelecimentos públicos e privados às pessoas com fibromialgia.

Tribuna Livre

A Tribuna Livre é um espaço destinado à população durante a Reunião Plenária. A participação acontece mediante inscrição prévia, via formulário eletrônico. Informações: (31) 3819-3250.

O vídeo da reunião plenária de 26 de fevereiro de 2026 está disponível na página da Câmara no Facebook e no canal no YouTube.